Você sabe o que é Big Data?

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Já aconteceu de você ter feito uma busca sobre determinado produto em uma loja online e começar a visualizar anúncios desse mesmo produto em outros sites? Isso acontece graças ao que chamamos de Big Data, ou “megadados”, em português. Quando usamos qualquer dispositivo conectado à internet, fornecemos (por meio de cliques, áudios, textos, vídeos e outras interações) um enorme volume de dados sobre nós. Quando essas informações são analisadas em conjunto, tornam-se uma ferramenta poderosa para empresas, que podem, por exemplo, ajustar as estratégias de marketing a fim de alcançar com mais eficiência o público-alvo delas. É por isso que os anúncios veiculados nos sites que você visita são normalmente interessantes: serviços como o Facebook ou o Google sabem o que você quer.

Certo, mas o que isso tem a ver com a Educação? Bem, dados sempre fizeram parte da rotina escolar e são necessários para a tomada de decisões tanto de gestores quanto de professores e coordenadores pedagógicos. Mas é a tecnologia que lhes confere o “big”, oferecendo variedade, quantidade, exatidão e rapidez. É ela que torna possível obter informações detalhadas sobre interesses, habilidades, dificuldades, nível de aprendizado e até alguns hábitos e características emocionais de alunos ou escolas inteiras.

Isso é de enorme valor não só para a gestão pedagógica, mas também para que os professores possam entender melhor as turmas e obter um panorama mais exato do nível de conhecimento dos estudantes. E, ao contrário do que pode parecer, as tecnologias que envolvem os “megadados” não exigem das escolas uma infraestrutura complexa.

Como o Big Data pode ser usado nas escolas
Uma das formas de obter esses dados é por meio de avaliações externas, que, associadas a tecnologias educacionais, geram relatórios de aprendizado bem detalhados tanto dos alunos individualmente quanto de toda uma escola. Quando analisados e contextualizados por professores e gestores, essa informação pode nortear desde o desenvolvimento de planos de aula que atendam melhor às necessidades mais imediatas de uma classe até toda a política pedagógica da escola. Um site que reúne diversos dados da Educação brasileira de maneira intuitiva é o QEdu.

Veja uma aplicação possível: enquanto o baixo desempenho de um aluno pode significar um problema pessoal, a baixa média de uma sala toda em relação a um tópico específico pode indicar a necessidade de adaptação da didática. Foi esse o caso de uma escola de São Paulo com quem trabalhamos. Após a realização do simulado da Geekie entre estudantes do Ensino Médio, o coordenador pedagógico Alexandre Antonello identificou uma fragilidade no aprendizado de equação do 1º grau. “Quando você detecta um ponto de dificuldade, pode adotar providências para ampliar o nível de aplicabilidade do conceito, ressignificando-o, tratando-o em questões diferenciadas, despertando a sua importância para os estudantes. Essas táticas são discutidas detalhadamente com os professores e, nesse caso, até com a Coordenação Pedagógica do Ensino Fundamental 2 para valorizar o conteúdo no 8º e 9º anos”, disse ele, em depoimento para o estudo de caso produzido pela Geekie, sobre como escolas têm trabalhado com dados. A íntegra está disponível gratuitamente neste link.

Plataformas educacionais

Em um nível individual, o Big Data pode ser usado por plataformas educacionais adaptativas, que coletam informações ligadas às rotinas de estudo do aluno, o nível de proficiência em cada matéria, seus interesses e habilidades. A partir delas, a ferramenta elabora um plano personalizado de estudos, recomendando exercícios e aulas que trabalhem deficiências específicas e evitando conteúdos que o aluno já domine completamente, o que ajuda a fazer com que se sinta sempre desafiado.

Esse sistema está em constante evolução: à medida que é utilizada, a plataforma atualiza os dados e adapta o plano oferecido. Elas também podem gerar relatórios de uso para a escola e permitem um acompanhamento de cada aluno ou turma em tempo real – o que permite ao professor oferecer orientação mais direcionada para dificuldades específicas detectadas.

Fonte: Revista Escola

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